"Pois tu, Senhor, és bom e compassivo; rico em bondade para com todos os que te invocam."
— Salmos 86:5
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Quando Davi escolheu palavras para descrever Deus neste salmo, ele poderia ter dito que Deus perdoa com relutância, ou que avalia cuidadosamente antes de conceder misericórdia. Mas não foi isso que ele disse. Ele disse que Deus é «compassivo» — pronto para perdoar, inclinado para a graça. A palavra hebraica sallach, usada aqui, aparece no Antigo Testamento apenas com Deus como sujeito. Nenhum ser humano pode perdoar dessa forma. É uma categoria de amor que pertence somente a ele.
A Quaresma nos convida a uma honestidade incômoda. Quando paramos e olhamos para nossas vidas com atenção, muitas vezes o que encontramos é a repetição das mesmas fraquezas. A mesma impaciência. O mesmo orgulho. A mesma distância de Deus que criamos quando estamos com vergonha. E justamente por isso, às vezes hesitamos em orar: parece presunçoso voltar com o mesmo peso, mais uma vez.
Mas o versículo fala diretamente a essa hesitação. Deus é «rico em bondade» para com todos os que o invocam. Rico — não escasso, não racionado, não medido conforme o mérito de quem pede. Abundante. A misericórdia dele não tem fundo que se esgote.
Esta é a boa notícia que a Quaresma carrega por baixo de toda a sua sobriedade: Deus já está pronto para nos receber. O caminho de volta sempre esteve aberto. A única questão é se vamos invocá-lo.
🙏 Oração do Dia
Senhor, venho a ti de novo, com o que já trouxe antes. Deixo de lado o peso da vergonha e confio no que tu és: bom, compassivo, rico em bondade. Obrigado por não medir a tua misericórdia pelo tamanho das minhas falhas. Ensina-me a te invocar com confiança, sabendo que teu amor não se esgota. Em nome de Jesus, amém.
Comece amanhã com a Palavra